2020

Em Marte, as primeiras formas de colonização são iniciadas pela NASA, em uma nova etapa da exploração espacial. Outras agências espaciais mandam humanos para a Lua, anunciando as ambições terrestres. Sob a atmosfera, as Olimpíadas de verão acontecem em algum lugar escolhido a dedo pela comissão em 2013. Ao mesmo tempo, a última usina nuclear da Alemanha é desativada e a produção global de petróleo chega ao auge. De acordo com seus planos estratégicos, diversos países passam a serem considerados desenvolvidos no cenário internacional: Chile, Índia, Omã e até Trinidad e Tobago. O mar aral se esvai, evacuando toda forma de vida da região e tornando-se um deserto de desolação. Tudo isto deve ocorrer no ano 2020 do calendário gregoriano, um ano cujo valor estratégico é indisputável.

Mas serão todas estas previsões apenas elocubrações hipotéticas, planos tendenciosos de governos ou de videntes esotéricos? Em parte, sim. No entanto, elas são sobretudo tendências identificadas em trabalhos de prospectiva estratégica, produzidos nas salas privadas de alguns dos escritórios mais célebres e poderosos do mundo. O valor de tais planos é imenso e ressalta a importância da chamada « gestão do futuro ».  De fato, 2020 se decide agora mesmo em 2010. Como estudantes em Sciences Po, acabaremos nossos estudos em 2013 ou 2014, chegando no mercado de trabalho, qual quer que seja, em um mundo totalmente diferente daquele que vivemos na escola. Por que não começar a pensar nisso agora? É claro que existe a tentação de viver cada momento sem amanhã, mas a visão de futuro talvez seja o instrumento mais útil que possamos aprender.

É exatamente isto que o projeto « Imaginons » procura estimular na população estudantil da Vienne. Nosso caro département, que para muitos não passa de um lugar parado no tempo e dominado por igrejas centenárias, também tem um futuro. É claro que após os dois anos de estudos, poucos de nós pensam ficar por aqui. Mas quem poderá esquecer-se por completo de Poitiers?  Por isso, nosso projeto precisa conhecer as suas opiniões sobre o que acontecerá nestes próximos dez anos. A Vienne conseguirá redinamizar a sua economia? No seio da União Européia, qual será o seu peso político? A população seguirá a tendência de envelhecimento, tão comum na França? O Futuroscope voltará a ser uma atração popular?  Estas perguntas e tantas outras certamente merecem uma reflexão mais aprofundada. Como vocês vêem a Vienne em 2020?

Luis Felipe G. Morgado para Imaginons

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